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04/03/17:  Palestra "Outros olhares sobre a Pixação"

 

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quem somos: 

 

O ArdePixo é um coletivo formado por pessoas interessadas na produção de conteúdo, promoção de ações educacionais e de conscientização, produção artística e ativismo sobre a pixação de São Paulo e sobre como a cidade é vivenciada pelo esse grupo de pessoas, que escolheu esse modo de expressão para se manifestar no espaço público.

 

Além de um canal de visibilidade da estética e contextos da expressão na cidade, o ArdePixo é também um canal de debate, que traz à tona diversos olhares como de pixadores, acadêmicos, jornalistas, críticos ou qualquer cidadão que tenha interesse em discutir a questão de forma tolerante e democrática, pessoas que atuam na rua ou não, e que nem sempre contam com espaços de voz (não editada) nas grades mídias.

 

O ArdePixo é também um canal de produção de conteúdo de arte, política e ativismo – pois tudo isso é o universo do pixo. Não acreditamos em visões neutras sobre os fatos e não temos a pretensão de ser neutros em nosso conteúdo, mas de produzir, coletar e reunir materiais que possam fazer emergir perspectivas que até então não foram exploradas ou não foram mostradas.

 

Aqui você verá outros olhares e outras vozes sobre a pixação de São Paulo. 

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31.08.2017

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A cidade que não enxergamos

 

 

Prédios abandonados, que não representam mais o poder e não conferem mais visibilidade a seus ricos proprietários, se transformaram em enormes espaços vazios, principalmente na região central de São Paulo. Quando um valor entra em decadência, outros diferentes valores surgem e são traduzidos em novos modos de vida e novos modos de ocupação dos espaços. Assim se dá com a pixação e com os movimentos de moradia, que dão novos sentidos a lugares que perderam seu antigo significado.

 

O edifício Prestes Maia, antigo prédio da Companhia Nacional de Tecidos, que faliu em 1991, é um dos exemplos de abandono por falta de interesse do poder. Foi considerado que o investimento no local não seria rentável e, assim, permaneceu abandonado por anos, até que novos personagens passaram a se apropriar de seus espaços. Dinâmica comum até mesmo na natureza... o limo (aquela plantinha verde) também é uma forma de vida que se apropria de lugares esquecidos.

 

Um grande problema que existe em nossa sociedade é classificar de forma negativa as práticas de vida e de organização que não foram ditadas pelo poder. O que foge à regra é facilmente classificado como “errado”. Poucas são as pessoas que se dispõem a ouvir o que a cidade está nos dizendo e o que ela pode nos ensinar. A pixação e os movimentos de moradia nos mostram que há várias formas de viver a cidade e de viver na cidade. Esses dois movimentos podem nos fazer enxergar como o compartilhamento de espaços e a prática coletiva podem ser muito mais ricos para uma cidade do que o isolamento que segrega as pessoas e alimenta preconceitos. Ao invés de esconder essas manifestações com tinta colorida, devíamos preservá-las em nossa cidade, e observá-las para perceber o quanto podem nos fazer aprender e repensar as formas como vivemos.

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