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04/03/17:  Palestra "Outros olhares sobre a Pixação"

 

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O ArdePixo é um coletivo formado por pessoas interessadas na produção de conteúdo, promoção de ações educacionais e de conscientização, produção artística e ativismo sobre a pixação de São Paulo e sobre como a cidade é vivenciada pelo esse grupo de pessoas, que escolheu esse modo de expressão para se manifestar no espaço público.

 

Além de um canal de visibilidade da estética e contextos da expressão na cidade, o ArdePixo é também um canal de debate, que traz à tona diversos olhares como de pixadores, acadêmicos, jornalistas, críticos ou qualquer cidadão que tenha interesse em discutir a questão de forma tolerante e democrática, pessoas que atuam na rua ou não, e que nem sempre contam com espaços de voz (não editada) nas grades mídias.

 

O ArdePixo é também um canal de produção de conteúdo de arte, política e ativismo – pois tudo isso é o universo do pixo. Não acreditamos em visões neutras sobre os fatos e não temos a pretensão de ser neutros em nosso conteúdo, mas de produzir, coletar e reunir materiais que possam fazer emergir perspectivas que até então não foram exploradas ou não foram mostradas.

 

Aqui você verá outros olhares e outras vozes sobre a pixação de São Paulo. 

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31.08.2017

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Vidas que importam

(Créditos da imagem: P.M.E. - Pixo Manifesto Escrito) 

 

No dia 13/08/2015, apenas 1 ano após o brutal e injusto assassinato dos pixadores Ald e Nani, pela polícia militar, 19 pessoas foram covardemente assassinadas na maior chacina dos últimos tempos em Osasco e Barueri na Zona Oeste de São Paulo. Essa semana, 2 anos após a chacina, aconteceu o julgamento e a condenação de 2 policiais militares e 1 guarda civil.

 

Em seu significado original, a palavra chacina quer dizer o esquartejamento e matança de suínos e bovinos que sempre tinham uma morte sempre muito violenta pois esses animais eram desmembrados e cortados em pedaços. Como os assassinatos de muitas pessoas ao mesmo tempo e de modo cruel lembrava a cena sanguinária do abate dos animais, a palavra chacina começou a ser utilizada para classificar este tipo de crime.

 

De acordo com o relatório do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2016, o Brasil registrou em 5 anos mais mortes violentas do que o mesmo período na Síria, ou seja, vivemos em uma verdadeira guerra urbana. A chacina de Osasco é apenas uma das tantas carnificinas dessa guerra que usa como estratégia uma política de segurança que protege as elites criminalizando os pobres e exterminando os moradores das periferias, principalmente homens, jovens e negros.

 

Na época da escravatura os capitães-do-mato eram homens negros e mulatos que eram contratados pelo Estado a serviço dos senhores de engenhos e latifundiários da terra para defender seus interesses. Hoje em dia a polícia desempenha um papel muito parecido, pois muitas vezes o policial é aquele jovem que também saiu da periferia mas que ao invés de proteger aqueles que na periferia vivem, estala o “chicote de pólvora” a serviço de um Estado que só serve para proteger interesses de uma elite.

 

Texto da pesquisadora Paula Larruskain para o ArdePixo

 

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