próximos EVENToS: 

 

04/03/17:  Palestra "Outros olhares sobre a Pixação"

 

 Siga o ARdepixo: 
  • Facebook B&W
  • Instagram B&W
quem somos: 

 

O ArdePixo é um coletivo formado por pessoas interessadas na produção de conteúdo, promoção de ações educacionais e de conscientização, produção artística e ativismo sobre a pixação de São Paulo e sobre como a cidade é vivenciada pelo esse grupo de pessoas, que escolheu esse modo de expressão para se manifestar no espaço público.

 

Além de um canal de visibilidade da estética e contextos da expressão na cidade, o ArdePixo é também um canal de debate, que traz à tona diversos olhares como de pixadores, acadêmicos, jornalistas, críticos ou qualquer cidadão que tenha interesse em discutir a questão de forma tolerante e democrática, pessoas que atuam na rua ou não, e que nem sempre contam com espaços de voz (não editada) nas grades mídias.

 

O ArdePixo é também um canal de produção de conteúdo de arte, política e ativismo – pois tudo isso é o universo do pixo. Não acreditamos em visões neutras sobre os fatos e não temos a pretensão de ser neutros em nosso conteúdo, mas de produzir, coletar e reunir materiais que possam fazer emergir perspectivas que até então não foram exploradas ou não foram mostradas.

 

Aqui você verá outros olhares e outras vozes sobre a pixação de São Paulo. 

 POSTS recentes: 

31.08.2017

Please reload

O lugar importa

 

 

O poder só enxerga o que quer. Fazer um pixo próximo a locais vigiados, controlados, onde circulam pessoas que acreditam mandar na cidade não é só um ato de ousadia, mas a manifestação de uma voz que grita mais alto que todo esse poder, e que não pode e não deve ser calada.

 

No centro de São Paulo vemos a presença dessas vozes. Lá está uma grande quantidade de pixação, ocupando os andares mais altos dos prédios, principalmente dos incontáveis prédios vazios ou degradados daquela região. É lá que está localizada também a sede da prefeitura – onde trabalham as pessoas que decidiram em 2017 pelo aumento da integração ônibus/metrô e pela limitação do passe livre dos estudantes, dificultando o acesso à cidade para quem necessita do transporte público.

 

O centro é local histórico, abriga diversos monumentos que homenageiam personagens que fazem parte da construção da cidade, de alguma forma. No centro está um local chamado “Largo da Memória”, que foi porta de entrada e saída da cidade durante praticamente os três primeiros séculos de sua existência, sendo parada de comerciantes que chegavam de “fora” para trazer mercadorias, além de ser local de reunião de moradores da região. O Largo da Memória, por sinal, foi também o primeiro ponto de encontro dos pixadores naquela região. Era o ponto onde se encontravam essas pessoas que vinham de diversas partes da cidade, deixar ali traços da sua memória.

 

A memória de quem faz a cidade, que habita e constrói os sentidos da cidade, a memória da sua população que está esquecida e amontoada em lugares ignorados.  A voz da pixação se anuncia no alto dos grandes prédios, monumentos, debaixo dos olhos dos ditos “poderosos”, dos que tentam controlar a rua, dos que tentam calar e negar a (qualidade de) vida à população dessa cidade.

 

A pixação está nos locais onde, mesmo que muitos finjam não ouvir, a voz encontra lugar para gritar, o mais alto possível, na frente do poder, na frente de quem ali quiser escutar que a história da cidade é feita de muitas vozes, resistindo à tentativa de serem caladas.

Compartilhe no Facebook
Compartilhe no Twitter
Please reload